Atividade B

Reflexão crítica do Filme Epic 2014

(em associação com o filme The Machine is Us & Janela da Alma)






No presente filme, designado por EPIC 2014, é patente uma realidade que, atualmente se vive e é visível a todos nós; a interferência inevitável das TIC na vida de todos os indivíduos.
Falando de um modo mais específico, a temática desenrola-se, maioritariamente, sobre a criação dos W.W.W. (World Wide Web), em 1989, ilustrando a sua evolução. Tal como retrata no vídeo EPIC 2014, existe uma crescente concorrência no mundo da tecnologia para chegar ao topo da alta inovação, visível no filme através das sucessivas patentes, que foram surgindo, tanto por parte do Google como da Microsoft.
Nesta sequência surge, em 1989, a revolucionária primeira loja online, a Amazon. Este processo viria a culminar com a criação da EPIC (Evolving Personalized Information Construct), traduzido como “um sistema pelo qual o nosso vasto e caótico universo mídia é filtrado, ordenado e transmitido”.
Ao relacionarmos EPIC 2014 com o filme The Machine is Us, podemos verificar que o desenvolvimento da tecnologia é uma constante. Ambos descrevem a evolução do mundo atual através da internet, para além disso ambos explicitam as consequências ora negativas, ora positivas que as TIC podem ter no ceio da sociedade. Contudo, e por sua vez Janela da Alma mostra através do comentário de José Saramago, onde este afirma que a sociedade sofre de uma cegueira causada pelo excesso das imagens, ou seja pelo excesso de informação que o mundo tecnológico causa e que, segundo ele, é numa visão pessimista, para o vazio da alma humana.
Para finalizar, e após a visualização deste três vídeos, podemos concluir que as TIC têm um papel preponderante no ritmo e ni nível de vida dos indivíduos, contudo, não conseguimos ter capacidade para a acompanhar, e o que apredemos hoje, amanhã já está completamente desatualizado.
No que toca à Educação, é inquestionável que as TIC possibilitam um progresso na criação de novos conceitos e práticas, transformando no modo de ensino/aprendizagem. Com as tecnologias, a educação ultrapassou o seu carácter formal, acrescentando-lhe um aspeto singular da informalidade, tornando o conhecimento disponível a todos.
Achamos ainda que existe um mundo por descobrir, dentro da área das tecnologias, as inovações são constantes e tornam-se uma prática recorrente no nosso dia-a-dia, como é o exemplo da internet. Porém, e em concordâncoa com José Saramago, também nos deparamos com vários aspetos negativos.



Linha temporal da Evolução das Tecnologias


(clique na imagem)



Análise do vídeo “Chimamanda Adichie: O perigo da história única”.


1)    Quem fala?
A oradora deste vídeo é Chimamanda Ngozi Adichie, que cresceu num campus universitário no leste da Nigéria. Vinda de uma família de classe média, pai professor e mãe administradora, começou a ler desde cedo (aos 2 anos segundo a sua mãe).

2)    Onde fala?
Conferência (TED) apresentada em Oxford, na Inglaterra, em Julho de 2009.

3)    Do que fala?
Chimamanda denomina-se como uma “contadora de histórias” que irá contar ao público presente algumas histórias pessoais, que abordam o que ela considera ser, “o perigo de uma história única”. Chimamanda considera-se uma leitora e escritora precoce, e o que lia eram livros infantis britânicos e americanos. Refere também que foi uma escritora precoce.
A oradora escrevia sobre os livros britânicos que lia, quando mais tarde começou a ler livros africanos, e percebeu que as pessoas de raça negra, como ela, podiam também fazer parte da literatura, e começou a escrever sobre coisas que ela própria reconhecia. Isto fez com que ela deixasse de ter uma única visão sobre os livros.
Um outro exemplo que a fez não ter apenas uma história única, foi o exemplo do Fide. Fide, era um menino que foi trabalhar para a sua casa, a única coisa que sabia dele é que vinha de uma família muito pobre, onde não tinha comida nem roupa lavada em casa. Ela sentia uma grande pena da família de Fide. Mais tarde, numa visita à sua aldeia, viu o irmão de Fide a fazer cestos de rafia muito bonitos onde mostrava muito jeito pela arte. Para Chimamanda era impensável eles terem habilidades para fazerem alguma coisa daquele género, a pobreza era a história única que ela tinha deles.
Mais tarde, quando foi estudar para os E.U.A, a sua colega de quarto ficou chocada com ela. Baseando-se no estereótipos da sua sociedade, pensava que pelo facto de Chimamanda ser nigeriana, era pobre, não sabia falar inglês nem usar fogões e que só ouvia música tribal.
Nos E.U.A sempre que o assunto era “África”, as pessoas baseavam-se nas imagens populares. Segundo Chimamanda, John Loock marcou o incio de uma literatura ocidental negativa sobre o povo africano. Segundo a oradora, referir-se várias vezes um povo como uma “coisa” é isso que ele passa a ser. De maneira implícita a autora estava a referir-se ao povo africano.
Para Adichie, o problema com estereótipos não é que eles estejam errados, a característica é exatamente que eles são incompletos, superficializam a experiencia e negligenciam a todas as outras narrativas que formam um lugar ou uma pessoa.
Concluindo, Chimamanda pretende refletir acerca de como história sustentada sobre pessoas ou países, como uma verdade única, pode levantar várias questões e levar a mal-entendidos pela falta de compreensão que se gera.

4)    Que relação existe entre o perigo da “História Única” e a internet?
A internet hoje em dia tem cada vez mais usuários, que partilham as suas histórias e experiência. Formam-se comunidades virtuais facilitadoras de partilha conjunta que envolvem todos os seus membros, onde existe uma grande troca de informações. Deste modo, consideramos que hoje em dia, torna-se difícil o predomínio de “uma história única”, devido à fácil comunicação e procura de resposta, as novas tecnologias são facilitadoras na busca dessas mesmas respostas.
  
5)    Exemplos de “Histórias Únicas” sobre Portugal?
No nosso ponto de vista, achamos que tem havido alguns acontecimentos em Portugal que podem ser considerados como “Histórias Únicas”.
O 25 de Abril de 1974, onde houve a implantação da Democracia em Portugal, (revolução dos cravos).

Esta data ficou muito importante para os Portugueses. Somos considerados um povo pacífico, e comparativamente a outros países com revoluções com os mesmos objetivos, nós fizemos uma revolução menos violenta sem registro de mortes.

Sem comentários:

Enviar um comentário