Livro "Pensar Queer"
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Capítulo 2 (Coletivo) – Política de identidade, resposta
institucional e negociação cultural: significados de um gabinete homossexual e
lésbico num campus.
O nosso grupo decidiu escolher este livro, por se
tratar de um tema bastante interessante relacionado com a sexualidade, a
cultura, problemas sociais e, acima de tudo, a Educação que, por sua vez, tem a
ver com o curso que estamos a frequentar.
Livro organizado por duas autoras:
Susan Talburt e Shirley R. Steinberg, subdividido em 7 capítulos, pode
afirmar-se que, é um livro que aborda questões extremamente importantes, atuais
e das quais, muitas vezes, tentamos e preferimos fugir.
Dos 7 capítulos existentes, optamos
pelo capítulo 2, que retrata a problemática da criação de um gabinete de
apoio homossexual e lésbico para os alunos da Universidade Liberal U, situada
no Oásis, Estados Unidos da América.
Tal iniciativa gera várias perspetivas contraditórias pois existe os que
apoiam e os que estão contra a criação do gabinete, afirmando que a
credibilidade da universidade será afetada negativamente e podendo transmitir
um estilo de vida imoral. A criação deste gabinete permite criar condições para
aqueles que não seguem o status (QUEER) se sintam apoiados e esclarecidos nas
suas dúvidas e que lhe sejam apresentadas algumas soluções.
A universidade como portadora de Educação deve mostrar e dar visibilidade
ao conceito de diversidade existente no campus tal como no mundo global e assim
consciencializar toda a população educativa e aquela que vive junto à
universidade, mentalizando a sociedade para esta ser mais liberal e recetiva à
diferença.
Capítulos individuais
Capítulo 4 – Transgressão e o corpo localizado: género,
sexo e o professor homossexual.
Como
ativista na defesa dos direitos das comunidades homossexuais interessa-se
essencialmente pelas reformas educativas, por debates relacionados com a
seleção da escola, equidade e práticas educativas multiculturais.
Citamos,
“O meu interesse pela reforma educativa é motivado por um desejo de ver as
escola urbanas tornarem-se espaços para a expansão da consciência critica de
jovens pobres e proporcionar lhes ferramentas de mudança politica e social.”
O
que o autor não se interessa pela igualdade entre hetero e homossexuais mas
sim, interessa-se pelo que a cultura americana tem a aprender quanto ao sexo,
ao género…“Advogo e comprometo-me com uma agenda da liberação dos homossexuais,
que argumenta que as culturas queer têm muito a ensinar à cultura americana
predominante quanto ao sexo, género e relações equitativas.”
Este
professor encara duas identidades, o professor e o liberacionista homossexual.
Na representação da masculinidade, o autor no desenrolar da sua carreira
deparou-se varias vezes com a indecisão de saber o que vestir, como falar, como
andar, como se sentar, como se mover. Mas estava perfeitamente consciente da
maneira como se apresentava aos seus alunos enquanto homossexual.
Eric,
depois de se aconselhar com colegas lésbicas que lhe explicaram as
representações de género, de presidir a fóruns públicos, reuniões comunitárias,
assembleias municipais, onde diversos grupos se juntam para debates, conflitos
e resoluções, percebeu que tinha que recorrer a diferentes masculinidades em
tempos diferentes.
Em
suma, podemos afirmar que a cultura queer, tal como muitas outras, permanece
ainda em forma de tabu, por uma cultura dominante. Verifica-se que a maioria
dos professores não se assume, com medo de represálias que poderão vir a sofrer
na sociedade e por isso preferem adotar estilos de vida que não se identificam
com a sua maneira de ser e de pensar.
A
maior associação entre estes dois capítulos é a intenção
revolucionária/libertadora que, tanto o professor universitário do capítulo 4,
como a Universidade (Liberal U) do capítulo 2 adotam.
Capítulo 5 Do armário ao curral: neo-estereotípia em in
& out
Este
capítulo fala-nos essencialmente do filme In & Out, esse filme é
fundamental para mudar certas atitudes em relação á homossexualidade. É um bom
capítulo pois descreve um pouco o filme e em que é que ele consiste.
A
relação existente entre este capítulo e o capítulo de grupo, é que uma vez que
o capítulo individual relata um pouco sobre o In & Out, este filme torna-se
bastante interessante pois pode funcionar como um “abre olhos” para
determinadas atitudes da sociedade em relação á homossexualidade.
Capítulo 6: “Escolhendo Alternativas ao Well of
Loneliness”.
Após
uma análise intensa aos capítulos que o livro escolhido pelo nosso grupo, a
minha opção acabou por recair para o capítulo intitulado “Escolhendo
alternativas ao Well of Loneliness”, escrito por Rob Linné.
Este
capítulo centra-se no próprio conceito “Queer” e homossexualidade, dando a
conhecer o seu significado ao longo das épocas e a forma como era vista pela
sociedade até aos dias de hoje.
Este
capítulo, tal como o resto da obra, centra-se na homossexualidade e na forma
como esta é retratada em livros e filmes.
Quando
muitas das pessoas com esta orientação sexual vêm um filme ou lêem um livro
queer, encontram um ponto de viragem na sua vida, identificando os seus desejos
queer, colocam também a hipótese de aceitar a sua orientação sexual, em vez de
fugir sempre dela.
Contudo,
os jovens são diariamente bombardeados com imagens heterossexuais, tornando-se
difícil encontrar sexualidade queer nos meios de comunicação e informação, e as
escassas vezes em que se deparam com imagens homossexuais, estas não se
apresentam realistas ou positivas. Os filmes mostram as personagens
homossexuais como sendo perigosas, vítimas ineficazes e associando, muitas
vezes à comédia (ridicularizando este tema).
O
estudo de Cart resume a tendência perturbadora de jovens personagens
homossexuais terem vindo a ser vítimas de ações violentas ou acabarem mesmo por
morrer, sendo este o final das histórias ou então da pessoa que estes amavam.
Ao
longo do capítulo são, porém demonstradas outras formas de morte de personagens
homossexuais, como morte causada pela SIDA ou suicídio, todavia a mensagem não
se altera em ponto algum, mensagens esta que propaganda de que se
experimentares sexo homossexual, algo de muito assustador vai acontecer na tua
vida. As personagens homossexuais ou morrem ou, caso sobrevivam, estão sujeitos
a um destino triste e solitário.
Na
maioria dos livros, não encontramos a opção destas personagens revelarem ao
círculo familiar a sua orientação sexual ou a alternativa de reconfigurando os
seus conceitos e conceções.
Segundo
Fouss, a contenção da homossexualidade mantém a noção de que pode ser
controlada, convertida. Através de uma análise a treze textos, Fouss traça a
trajetória da identidade sexual de vinte e uma personagens. De todas as
personagens que questionam a sua sexualidade e que se envolvem em atos homossexuais,
apenas onze permanecem homossexuais no final da história. Isto vai provocar
reações homofóbicas nos leitores, ao declararem que é sempre possível um
regresso à "normalidade", ou seja, as pessoas que realmente confirmam
a sua homossexualidade não mais é do que uma etapa da vida ou uma enfermidade
mental que pode ser curada e, por isso mesmos, existe sempre a possibilidade de
regressar à normalidade- à heterossexualidade.
Considero
que o meu capítulo individual está relacionado com o grupo, na medida em que
ambos apresentam uma exploração do tema da homossexualidade de formas
diferentes, apesar de demonstrarem-no tendo como base perspetivas antagónicas,
(no capitulo coletivo, através de manifestações e debates, e no meu capítulo
individual, através de livros, revistas, imagens, filmes, etc.).
Capítulo 7 - “Nutrindo Imagens, paredes sussurrantes:
interseções de identidades e ampliação de poderes no local de trabalho
académico.”
O
autor neste capítulo realça sobretudo a importância do gabinete de um docente
na universidade.
Sendo
o gabinete de um docente, um local público e ao mesmo tempo privado, tudo o que
o compõe caracteriza o docente. O gabinete é assim decorado com imagens que
mostram os sentimentos do docente, as suas escolhas pessoais.
Ao
visitarmos um gabinete de um docente, mesmo que o não conheçamos, ao
visualizarmos podemos encontrar peças únicas que o caraterizem.
No
caso de um docente homossexual, este mesmo expressa a sua personalidade de uma
forma mais livre e correta, deixando-se desprender pelo preconceito existente.
O
gabinete de um docente homossexual é um gabinete mais ativo, mais
personalizado, devido ao facto da necessidade que eles mesmos tem de ser
afirmar na sociedade.
Sendo
esta a sociedade em que vivemos cruel e injusta para com aqueles que fazem
escolhas diferentes.
Penso
que este seja um dos capítulos mais associados ao capítulo escolhido pelo
grupo, pois caracteriza de forma positiva os homossexuais e as suas “supostas”
liberdades dentro de um gabinete, seja ele público ou privado.

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